EN
Podcast
24 set 2026

Dowercast | O Dia Seguinte ao PRR - Pedro Dominguinhos

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) está a aproximar-se da sua fase final. Depois de milhares de milhões de euros de investimento, centenas de projetos, reformas e metas, começa a colocar-se uma questão essencial: o que acontece a Portugal depois do PRR?

É sobre “O Dia Seguinte ao PRR” que conversamos neste episódio do Dowercast, com Pedro Dominguinhos, Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR.

Pedro Dominguinhos é uma das figuras que mais de perto acompanhou a execução do Plano de Recuperação e Resiliência em Portugal.

Economista, professor e investigador na área da Gestão, desenvolveu grande parte do seu percurso profissional no ensino superior, na gestão, no empreendedorismo, na internacionalização e no desenvolvimento regional.

Foi Presidente do Instituto Politécnico de Setúbal e Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, antes de assumir, em 2022, a presidência da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

Nos últimos anos, acompanhou diretamente a implementação do PRR em Portugal, contactando com empresas, municípios, organismos públicos e diferentes entidades responsáveis pela execução dos investimentos.

Uma posição privilegiada para perceber não apenas quanto do PRR foi executado, mas também o que este enorme programa de investimento revelou sobre a economia portuguesa, a Administração Pública e a capacidade do país para concretizar projetos de grande dimensão.

Neste episódio do Dowercast, quisemos por isso ir além das taxas de execução, das metas e dos números.

Falamos sobre os principais desafios da execução do PRR, os constrangimentos encontrados no terreno, a capacidade das empresas e das entidades públicas para concretizar investimento e as principais aprendizagens destes últimos anos.

 

Mas a pergunta central é outra:

O que fica quando o PRR terminar?

Portugal conseguiu transformar este financiamento extraordinário em mudanças estruturais?

Que capacidade de execução ficará instalada nas empresas, nos municípios e na Administração Pública?

Que investimentos continuarão a produzir efeitos depois de terminado o financiamento europeu?

E como deverá Portugal preparar os próximos ciclos de fundos europeus, nomeadamente o Portugal 2030, num contexto económico cada vez mais exigente?

Ao longo da conversa, olhamos também para temas como investimento público, competitividade das empresas portuguesas, fundos comunitários, políticas públicas, desenvolvimento regional, inovação e crescimento económico.